Robert Pirsig (in: "Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas")

Mostrando postagens com marcador religião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador religião. Mostrar todas as postagens

sábado, 23 de janeiro de 2010

SEXO E RELIGIÃO NÃO SE DISCUTE!



O ditado popular diz que "sexo e religião não se discute!".
Sexo não se discute, porque sexo se faz!
Já a religião ... bem, ... esse pessoal que quer discutir, aliás, impor dogmas e histórias de seres invisíveis e com super-poderes para a humanidde, bem ..., se esse pessoal fizesse mais sexo, faria menos guerra e o mundo seria um lugar mais tranquilo e seguro.
Quando olhamos as caras dos fundamentalistas de todos os matizes religiosos percebemos claramente que este pessoal não conseguiu ser feliz na cama. Então, para superar suas incapacidades, querem destruir o mundo, assassinando ímpios e outros grupos religiosos.
Assim, sexo não se discute! E religião não deveria existir ou, no máximo, ser equiparada às histórias de fadas e seres mitológicos extraordinários.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

MÁFIAS RELIGIOSAS - I



O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), está no epicentro de uma guerra religiosa. Há dez dias, a prefeitura paulistana decidiu fechar o templo da Igreja Mundial do Poder de Deus, que funciona no galpão de uma antiga fábrica na rua Carneiro Leão, no Brás, região central de São Paulo, por falta de alvará e documentação, além do risco de segurança aos fiéis. A igreja, no entanto, apresenta cópias de um documento do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) que assegura as condições de segurança do edifício onde são realizados os cultos.

Após o fechamento, os líderes da Mundial passaram a fazer duros ataques ao prefeito em seus programas religiosos no Canal 21, arrendado pelo grupo, na Rede TV, e em outras retransmissoras por todo o País. A igreja recebeu a solidariedade do pastor Silas Malafaia, da Assembléia de Deus, que também passou a criticar Kassab na televisão e a desafiá-lo a fechar escolas de samba que também não teriam alvará.

A Mundial do Poder de Deus, liderada pelo apóstolo Valdemiro Santiago, é uma dissidência da Igreja Universal do Reino Deus e tem feito cultos grandiosos. Reúne de 10 mil a 30 mil pessoas. Após o fechamento do templo, seus líderes alugaram o estádio do Canindé, da Portuguesa de Desportos, para a realização de seus encontros religosos.

Santiago alega sofrer perseguição religiosa. Os líderes da Mundial dizem suspeitar que políticos do governo Kassab ligados a grupos católicos e também à Universal teriam arquitetado o fechamento do templo para prejudicar a igreja. Os religiosos da Mundial afirmam também que a prefeitura utiliza a concessão de alvará como instrumento político.

“É a velha mania de criar dificuldades para depois vender facilidades. No Rio de Janeiro, não há a necessidade de alvará para templos religiosos. Por que aqui existe isso? Bastaria a comprovação de um documento, como temos o do Crea, para garantir que o prédio não cai e é seguro”, diz o pastor Ronaldo Didini, ex-Universal e Internacional da Graça, hoje ligado à Mundial. “Recentemente caiu um sino de 300 quilos na catedral da Sé e não fecharam o templo católico. Também nunca vi extintores de incêndio dentro de uma igreja católica. Querem que nós tenhamos 250 banheiros no templo. Existe isso na catedral da Sé?”, questiona Didini.

Histórico da disputa

De acordo com a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, o templo possuía autorização de funcionamento para a realização de eventos, com validade de seis meses e vencimento em 19 de dezembro de 2008. Não poderia, portanto, abrigar atividades permanentes, como os cultos diários que vinham sendo realizados. Mas a igreja conseguiu uma autorização judicial para continuar em funcionamento dias após o vencimento do prazo.

Em outubro de 2009, no entanto, a liminar foi cassada pelo Poder Judiciário. Os líderes da Mundial afirmam que, desde então, tem dialogado com funcionários da prefeitura e realizado investimentos para adequar a igreja às normas municipais. Mas, a cada etapa cumprida, são surpreendidos com uma nova exigência.

“Nós instalamos extintores de incêndio em todo o canto do prédio, tivemos de treinar uma brigada de incêndio, buscamos laudos que atestam a segurança da estrutura do edifício e, agora, estão exigindo a construção de centenas de banheiros”, afirma Didini. “Se está na lei, vamos cumprir, mas não necessário interditar o prédio inteiro para realizar essas reformas.”

Por meio de nota oficial, a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras afirmou que a prefeitura apresentou uma lista com 45 itens que deveriam ser cumpridos para a regularização da edificação, incluindo ações para garantir a segurança dos usuários do prédio. “Até o momento, a direção da Igreja não atendeu à solicitação, o que impossibilita a emissão de novo alvará de funcionamento”, destaca o texto.

A nota informa ainda que, em 13 de novembro de 2009, a Subprefeitura da Mooca apresentou a primeira intimação para que a igreja apresentasse, no prazo de cinco dias, os documentos que comprovassem a regularidade do imóvel. Uma nova intimação teria sido emitida no fim de novembro, com prazo de dez dias, “para regularização da situação ou o encerramento das atividades sob pena de interdição”.

Após a interdição do imóvel, em 21 de dezembro, o pastor Didini registrou um boletim de ocorrência no 8º DP do Brás contra a Subprefeitura da Mooca, no qual alega que um acordo verbal com os funcionários da administração municipal não havia sido cumprido. “Pelo acordo, nós realizaríamos o último culto na noite de 20 de dezembro e fecharíamos o galpão para reformas voluntariamente no dia seguinte. Mas os fiscais apareceram na manhã do dia seguinte com policiais militares e da Guarda Municipal fazendo um enorme estardalhaço”.

O religioso diz que a sede administrativa da igreja, situada no mesmo edifício onde os cultos são realizados, também foi lacrada. “Não havia a menor necessidade de fazer isso. A reforma não vai mexer no escritório da igreja, temos laudos de que o teto está seguro, não corre risco de cair. Isso, na prática, compromete o trabalho de 2.200 filiais da Igreja Mundial do Poder de Deus em todo o país. É um excesso sem cabimento”.

Guerra aberta na tevê

Na nota oficial, a prefeitura não se manifestou sobre as insinuações de perseguição religiosa contra a igreja. Apenas justificou a interdição com base em dados técnicos. Mas, nas tevês evangélicas, o prefeito Kassab continua sendo alvo de ataques, como o contundente discurso do pastor Silas Malafaia, da Assembléia de Deus, no fim de 2009:

“Tenho uma mensagem para o povo de São Paulo. Preste bastante atenção nas próximas eleições, preste bastante atenção em quem vai votar para prefeito, se eles não são partidos mancomunados com essa prática vergonhosa de perseguir e perturbar o trabalho (das igrejas evangélicas)”, afirmou o religioso, antes de sugerir um protesto contra a prefeitura. “Apóstolo Valdemiro, de maneira ordeira e pacífica, convoca seu povo e coloca na frente da prefeitura de São Paulo. Bota 100 mil pessoas lá”, completa Malafaia.

(fonte: http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=8&i=5784 )

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

O MUNDO COM RELIGIÃO - SELEÇÃO DE 18 FOTOS DA PRIMEIRA DÉCADA DO "NOVO" MILÊNIO!




















As 18 fotos acima foram selecionadas dentre as 50 escolhidas pelo jornal norte-americano Boston Globe (ver site: www.boston.com/bigpicture/2009 ). Incrível como 40% das fotos representam um mundo profundamente dividido pelas religiões. Cada uma delas (especialmente cristianismo, islamismo, judaísmo), com seus deuses "únicos" do amor, ensinou a humanidade a se odiar e a matar uns aos outros.
Odioso um sistema que divide seres humanos segundo a graça de um criador invisível, malvado e preconceituoso!
Um mundo sem religião é o que almejamos!
Viva a Liberdade!!!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

MAIS CRETINICES CRIACIONISTAS: DESTA VEZ DO MUNDO ISLÂMICO



Da série "BURRICE SEM FRONTEIRAS", mais sandices criacionistas: extremismo sobre extremismo e o mundo fica cada vez pior. Vejam a matéria abaixo:


ADNAN OKTAR: O ROSTO MUÇULMANO DO CRIACIONISMO
(IN: http://blogs.estadao.com.br/radar-global/adnan-oktar-o-rosto-muculmano-do-criacionismo/ )

Ele não tem o charme de Tom Cruise, o astro de Hollywood que usou sua fama para difundir os valores da Igreja da Cientologia. Adna Oktar, porém, já é considerado uma celebridade no mundo islâmico por defender a versão muçulmana do criacionismo.

O turco Oktar tem algo em comum com o astro americano: ambos contestam a teoria da evolução das espécies de Charles Darwin batendo na tecla de que Deus criou o mundo e todos os seres que o habitam. Também são incansáveis na exposição de argumentos para provarem que têm a razão. A diferença é que, enquanto os criacionistas cristãos se espelham noVelho Testamento, os muçulmanos buscam inspiração no Corão. Os muçulmanos, por exemplo, acreditam que o mundo tem muito mais que os 6.000 anos pregados pelo Velho Testamento.

Assim como seus colegas americanos, os criacionistas islâmicos ficaram mais conhecidos nos últimos anos – período no qual conservadores como Oktar emergiram como principais contestadores no mundo islâmico das ideias ocidentais, entre elas a evolução das espécies pregada por Darwin.

Ao contrário dos fundamentalista islâmicos, que usam barba e fazem questão de se asfastar do guarda-roupa e do cuidado com a aparência que marcam o estilo ocidental, Oktar costuma vestir um terno de seda branca, com abotoaduras douradas e uma barba cuidadosamente aparada.

Mas basta o interlocutor citar a palavra “Darwin” para Oktar lembrar um homem-bomba. Como um guerreiro mujahedeen, ele lança ‘fatwas’ verbais contra o criador da Teoria das Espécies. “Não existe um fóssil que comprove a evolução humana”, diz Oktar. “Não conheço nenhum crocodilo de 100 milhões de anos que depois teria se transformado num professor, por exemplo”, emenda, irônico. Ele repete o mantra em livros, panfletos, DVD’s e palestras que costuma proferir.

Oktar não fala com a propriedade de um palenteologista – na verdade, sua experiência acadêmica limita-se a um curso de design interior. O criacionista turco, porém, escreveu um livro de 800 páginas para defender suas ideias, usando o pseudônimo de Harun Yahya. O lançamento do “Atlas da Criação” de Oktar teve uma estratégia de marketing agressiva, com exemplares distribuídos em jornais, centros de estudo e principais universidades do mundo islâmico.

O livro de Oktar, porém, foi duramente criticado pelo zoólogo, etólogo e evolucionista queniano Richard Dawkins, professor da Universidade Oxford e conhecido especialista da obra de Charles Darwin. “É uma perda reconciliar os valores de produção caros e lustrosos deste livro com a impressionante idiotice do conteúdo”, sintetizou Dawkins.

Oktar reagiu com uma campanha bem-sucedida para banir o website de Dawkins da Turquia. Ele queixou-se de ter sido difamado, bem como o seu livro, pelos comentários feitos por Dawkins, e denunciou que o site também incluía conteúdo blasfemo e difamatório. O site foi tirado do ar no ano passado.

Oktar costuma usar sua disputa com Dawkins para apontar o darwinismo como raiz de todo o mal, incluindo o terrorismo islâmico. “Todos os terroristas são darwinistas”, assegura. Segundo ele, o darwinismo aplainou o terreno para o fascismo de Hitler, Mussolini e o comunismo de Stálin.

Ele evita tocar numa polêmica que causou nos anos 90, quando negou o Holocausto. Em um de seus livros, desenvolveu uma teoria estapafúrdia pela qual acusou os “sionistas radicais” de terem fomentado o anti-semitismo nos anos 30 “em colaboração com os nazistas” e de ter explorado esse fato política e economicamente. Também atribui outro episódio conturbado de sua biografia – ficou 10 meses internado num hospital psquiátrico, em 1986 – a “perseguições políticas”. (Global Post, The Guardian)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A CRIAÇÃO DO MUNDO POR CRUMB



Famoso autor de quadrinhos, ícone da contracultura, Robert Crumb ilustra o Gênesis e causa polêmica ao retratar fielmente o Deus das escrituras sagradas: cruel, tribal, patriarcal e genocida
Por Paulo Floro, editor da Revista O Grito!

Alardeado como uma das maiores obras dos quadrinhos já feita, Gênesis, do quadrinhista americano Robert Crumb ganhou o adjetivo de “monumental” e movimentou a mídia mundial. Trata de uma adaptação para as HQ’s do livro da Bíblia que conta a origem do mundo e os primeiros passos da Humanidade na Terra, segundo as escrituras. O livro teve lançamento mundial e ganhou por aqui uma luxuosa edição da Conrad. O que chama atenção é a proposta radicalmente realista de Crumb, ícone da contracultura, atualmente com 66 anos e morando na França. O Deus em seus traços é carregado de raiva, de cabelos e barbas longuíssimas. Cada trecho do Gênesis foi reproduzido fielmente, sem pormenorizar trechos mais crueis, como os dois genocídios cometidos pelo Todo-Poderoso, um durante o Dilúvio que se abateu sobre a Terra e outro quando derramou uma chuva de fogo e enxofre nas cidades de Sodoma e Gomorra. Sem falar nos incestos, sacrifícios e misoginia. “Eu não acho que o Gênesis seja um lugar ideal para se procurar por moral e espiritualidade”, afirmou Crumb em entrevista à agência internacional AP.

Polêmico, o autor preferiu não fazer interpretações próprias do livro, mas teve consciência de que seu trabalho iria incomodar muitos religiosos. Numa das conversas que teve para promover a obra no Brasil, ele disse à jornalista Rosane Pavam que dos judeus ortodoxos ele aguarda a repulsa por ter reproduzido a imagem de Deus. Dos cristãos fundamentalistas, ele espera pelo pior por conta de sua obediência ao texto, muitas vezes modificado, das escruturas. O autor utilizou a tradução recente de Robert Alter e, no decorrer do livro, existem diversas referências e anotações, fruto de muita pesquisa e estudo de Crumb para fazer a obra.

Conhecido por seus trabalhos underground recheados de sexo e drogas, entre eles o gato Fritz e Mr. Natural, causa espanto a fidelidade e por não dizer respeito que o autor teve ao adaptar. Na introdução, chega a se desculpar por ofender os religiosos que lerem o livro. Sua grande sacada é mostrar que, sem escárnio, bastou reproduzir o livro bíblico fielmente para deixar explícito as contradições e idiossincracias que aos nossos olhos, hoje, soam repulsivas. Como contextualizar um Deus tão vaidoso e genocida nas religiões atuais, que, ao menos no discurso pregam justamente o contrário? Desenhando esses acontecimentos, Crumb leva o leitor ao susto diversas vezes. Seu traço está mais contido, menos deformado, mas sem arroubos, ele apresenta um mundo onde Deus age de forma intempestiva, por vezes histérica e extremamente patriarcalista. Está tudo na Bíblia dos cristãos e na Torá dos judeus.

“Se minha interpretação literal e visual do Gênesis ofende alguns leitores, em minha defesa só posso dizer que me aproximei dele como um trabalho meramente ilustrativo, sem intenção de ridicularizar nada nem fazer brincadeiras visuais”, se defende o autor, na introdução da obra. Ateu, Crumb disse que se dedicou a estudar o Gênesis e seus comentários a cada capítulo são fontes importantes para entender como era o pensamento na época em que aqueles textos foram escritos. “É muito primitivo”, afirmou. O projeto foi iniciado em 2005 e só no início deste ano ficou pronto.

No Brasil, os evangélicos e católicos não se manifestaram quanto ao lançamento. Mais por ignorância do que qualquer outra coisa. Mas com certeza não seria a obra ideal para apresentar aos fieis. No entanto, por aqui, a capa foi modificado, optando por um preto mais sóbrio, em oposição à capa original que mostra Adão e Eva sendo expulsos do Éden. A opção teve como intuito conter as reações negativas por parte dos evangélicos.