Robert Pirsig (in: "Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas")

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

DA SÉRIE "O FIM ESTÁ PRÓXIMO": CRIACIONISMO NAS ESCOLAS BRASILEIRAS




Polêmicos nos Estados Unidos, onde são defendidos por movimentos religiosos como mais do que explicações baseadas na fé para a criação do mundo, o criacionismo e o design inteligente se espalham pelas escolas confessionais brasileiras - e não apenas no ensino religioso, mas nas aulas de ciências. Escolas tradicionais religiosas como Mackenzie, Colégio Batista e a rede de escolas adventistas do País adotam a atitude de não separar religião e ciência nas aulas, levando aos alunos a explicação cristã sobre a criação do mundo junto com os conceitos da teoria evolucionista. Algumas usam material próprio.

Outros trabalham com livros didáticos da lista do Ministério da Educação e acrescentam material extra. "Temos dificuldade em ver fé dissociada de ciência, por isso na nossa entidade, que é confessional, tratamos do evolucionismo com os estudantes nas aulas de ciências, mas entendemos que é preciso também espaço para o contraditório, que é o criacionismo" , defende Cleverson Pereira de Almeida, diretor de ensino e desenvolvimento do Mackenzie.

O criacionismo e a teoria da evolução de Charles Darwin começam a ser ensinados no colégio entre a 5ª e 8ª séries do fundamental. Na hora de explicar a diversidade de espécies, por exemplo, em vez de dizer que elas são resultados de milhares de anos do processo de seleção natural, se diz que a variedade representa a sabedoria e a riqueza de Deus.

No Colégio Batista, em Perdizes (SP), o entendimento é semelhante. "Ensinamos as duas correntes nas aulas e deixamos claro que os cientistas acreditam na evolução, mas para nós o correto é a explicação criacionista. O importante é que não deixamos o aluno alienado da realidade", afirma Selma Guedes, diretora de capelaria da instituição.

A polêmica está no fato de os colégios ensinarem o criacionismo e o design inteligente não como explicações religiosas, mas como correntes científicas que se contrapõem ao evolucionismo. Nos EUA, a polêmica parou na Justiça. Em 2005, tribunais da Pensilvânia decidiram que o design inteligente não era ciência, recolocando Darwin nas escolas. No Brasil, onde o debate não é tão acirrado, esse tipo de ensino tem despertado dúvidas sobre a validade na preparação dos alunos. Os conteúdos de ciências exigidos em concursos e vestibulares são baseados em consensos de entidades científicas, que defendem a teoria da evolução.

Já nos cerca de 2 mil colégios católicos, segundo dados da Rede Católica de Educação, não há conflitos entre fé e teoria evolucionista. No material usado por cerca de cem colégios do País, as aulas de ciência trazem a teoria da evolução e explicam o papel de Darwin.

Fonte:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081208/not_imp290169,0.php#comentar

LEIA TAMBÉM:

"Um grito de alerta!: De criacionismo, educação e liberdade"
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=54433

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

RELIGIÃO DÁ NISSO!!!



Eleição de Garotinho e Rosinha Garotinho: supra-sumos da introdução do criacionismo nas escolas públicas do Rio de Janeiro.
Prisão perpétua seria pouca coisa para essa dupla "dinâmica" e educacionalmente delinquente!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

MAIS CRETINICES CRIACIONISTAS: DESTA VEZ DO MUNDO ISLÂMICO



Da série "BURRICE SEM FRONTEIRAS", mais sandices criacionistas: extremismo sobre extremismo e o mundo fica cada vez pior. Vejam a matéria abaixo:


ADNAN OKTAR: O ROSTO MUÇULMANO DO CRIACIONISMO
(IN: http://blogs.estadao.com.br/radar-global/adnan-oktar-o-rosto-muculmano-do-criacionismo/ )

Ele não tem o charme de Tom Cruise, o astro de Hollywood que usou sua fama para difundir os valores da Igreja da Cientologia. Adna Oktar, porém, já é considerado uma celebridade no mundo islâmico por defender a versão muçulmana do criacionismo.

O turco Oktar tem algo em comum com o astro americano: ambos contestam a teoria da evolução das espécies de Charles Darwin batendo na tecla de que Deus criou o mundo e todos os seres que o habitam. Também são incansáveis na exposição de argumentos para provarem que têm a razão. A diferença é que, enquanto os criacionistas cristãos se espelham noVelho Testamento, os muçulmanos buscam inspiração no Corão. Os muçulmanos, por exemplo, acreditam que o mundo tem muito mais que os 6.000 anos pregados pelo Velho Testamento.

Assim como seus colegas americanos, os criacionistas islâmicos ficaram mais conhecidos nos últimos anos – período no qual conservadores como Oktar emergiram como principais contestadores no mundo islâmico das ideias ocidentais, entre elas a evolução das espécies pregada por Darwin.

Ao contrário dos fundamentalista islâmicos, que usam barba e fazem questão de se asfastar do guarda-roupa e do cuidado com a aparência que marcam o estilo ocidental, Oktar costuma vestir um terno de seda branca, com abotoaduras douradas e uma barba cuidadosamente aparada.

Mas basta o interlocutor citar a palavra “Darwin” para Oktar lembrar um homem-bomba. Como um guerreiro mujahedeen, ele lança ‘fatwas’ verbais contra o criador da Teoria das Espécies. “Não existe um fóssil que comprove a evolução humana”, diz Oktar. “Não conheço nenhum crocodilo de 100 milhões de anos que depois teria se transformado num professor, por exemplo”, emenda, irônico. Ele repete o mantra em livros, panfletos, DVD’s e palestras que costuma proferir.

Oktar não fala com a propriedade de um palenteologista – na verdade, sua experiência acadêmica limita-se a um curso de design interior. O criacionista turco, porém, escreveu um livro de 800 páginas para defender suas ideias, usando o pseudônimo de Harun Yahya. O lançamento do “Atlas da Criação” de Oktar teve uma estratégia de marketing agressiva, com exemplares distribuídos em jornais, centros de estudo e principais universidades do mundo islâmico.

O livro de Oktar, porém, foi duramente criticado pelo zoólogo, etólogo e evolucionista queniano Richard Dawkins, professor da Universidade Oxford e conhecido especialista da obra de Charles Darwin. “É uma perda reconciliar os valores de produção caros e lustrosos deste livro com a impressionante idiotice do conteúdo”, sintetizou Dawkins.

Oktar reagiu com uma campanha bem-sucedida para banir o website de Dawkins da Turquia. Ele queixou-se de ter sido difamado, bem como o seu livro, pelos comentários feitos por Dawkins, e denunciou que o site também incluía conteúdo blasfemo e difamatório. O site foi tirado do ar no ano passado.

Oktar costuma usar sua disputa com Dawkins para apontar o darwinismo como raiz de todo o mal, incluindo o terrorismo islâmico. “Todos os terroristas são darwinistas”, assegura. Segundo ele, o darwinismo aplainou o terreno para o fascismo de Hitler, Mussolini e o comunismo de Stálin.

Ele evita tocar numa polêmica que causou nos anos 90, quando negou o Holocausto. Em um de seus livros, desenvolveu uma teoria estapafúrdia pela qual acusou os “sionistas radicais” de terem fomentado o anti-semitismo nos anos 30 “em colaboração com os nazistas” e de ter explorado esse fato política e economicamente. Também atribui outro episódio conturbado de sua biografia – ficou 10 meses internado num hospital psquiátrico, em 1986 – a “perseguições políticas”. (Global Post, The Guardian)

sábado, 26 de dezembro de 2009

O CONFRONTO DE TODOS OS SÉCULOS: DARWINISMO X CRIACIONISMO



Sobre o debate de 30 de junho de 1860 (com público estimado de 1.000 pessoas), na Universidade de Oxford a respeito do tema “Darwinismo e Sociedade”, entre um anti-evolucionista notório e empedernido, Bispo Samuel Wilberforce, e o “buldogue” de Darwin, Thomas Henry Huxley:

Bispo Samuel Wilberforce: “foi através da sua avó ou do seu avô que o Sr. Alega a descendência de um macaco?”

Thomas Henry Huxley [ao ouvir a pergunta de Wilberforce, exclama para si: “obrigado Senhor por tê-lo colocado em minhas mãos...”] responde: “Se a questão é se eu preferia ter um macaco miserável como avô ou um homem altamente favorecido pela natureza que possui grande capacidade de influência mas mesmo assim emprega essa capacidade e influência para o mero propósito de introduzir o ridículo em uma discussão científica séria, eu não hesitaria afirmar a preferência pelo macaco”.
O público ovacionou Huxley. Quanto a Wilberforce, bem ..., esse saiu pela porta dos fundos da História ...