Robert Pirsig (in: "Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas")

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

DIREITOS HUMANOS: PLANO DE LULA É EXCELENTE



O Plano de Lula para os Direitos Humanos, conhecido como 3o. PROGRAMA NACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS, é excelente quando analisamos os "termômetros" das discussões.
Evidências de que o Plano é bom:
- A Revista VEJA é contra;
- A Revista ÉPOCA é contra;
- A FOLHA DE S. PAULO é contra;
- As Organizações GLOBO são contra;
- O ESTADO DE S. PAULO é contra;
- Os ruralistas são contra;
- Os "adevogados" são contra;
- os militares são contra;
- A Igreja é contra.
Assim, por contraste com as idéias que animam nossa sociedade de homens livres, já teríamos muito que lançar loas ao 3o. Plano.
Mas indo aos fatoss, a lei é boa porque mexe com as questões fundamentais que alicerçam o Estado Laico e que garantem a liberdade plena ao cidadão. Dentre os itens mais importantes da lei podemos destacar:
- aprovação do projeto que descriminaliza o aborto;
- mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos;
- união civil entre pessoas do mesmo sexo;
- direito de adoção por casais homoafetivos.
Somente estes 4 itens já assegurariam um grande e histórico documento. Mas há mais ainda, especialmente quando mexe coms os trusts de grandes empresas "mafiosas" jornalísticas.
Que venha o novo Programa de Direitos Humanos! E rápido!

domingo, 3 de janeiro de 2010

OS SUIÇOS E A RELIGIÃO



O texto abaixo, apesar de escrito por um jornalista conservador (de direita - que, em geral sempre adere aos sistemas religiosos...), reflete sobre a decisão do povo suiço em rejeitar os minaretes islâmicos. O ideal seria que se desse continuidade à proibição de construir templos de qualquer religião.



RELÓGIOS E ROUSSEAU

Dizem os cínicos que a Suíça deu duas coisas ao mundo: relógios e Rousseau.
Os cínicos devem acrescentar à lista a grande surpresa da semana: contra
todas as previsões, os suíços resolveram proibir a construção de minaretes
islâmicos no seu espaço nacional. Os minaretes são estruturas
arquitectónicas, em forma de torre, que permitem chamar os fiéis para a
oração.

Não mais. O Partido do Povo da Suíça, a maior organização partidária do
país, resolveu convocar um referendo. E o povo, sempre soberano, rejeitou a
"islamização" do seu espaço público. Em certos cantões, e sobretudo com o
apoio feminino (por que será?), a rejeição foi esmagadora.

A atitude dos suíços horrorizou a Europa e alguns intelectuais de serviço,
disparando da esquerda, acusam os nativos de intolerância extrema. Os suíços
têm ódio e medo perante o estrangeiro, dizem os críticos; e assim se explica
o repúdio da religião islâmica e da sua expressão arquitectónica, uma
atitude incompreensível e até irracional quando sabemos que os muçulmanos
representam 5% da população suíça e são, na sua maioris, procedentes dos
balcãs e da Turquia, e não necessariamente de países árabes extremistas.

Não pretendo contestar a opinião dos críticos. Sou um conservador liberal.
Acredito na separação entre o Estado e a Igreja e, além disso, a liberdade
de culto é condição basilar para qualquer sociedade civilizada. É por isso
que prefiro viver no Ocidente e não, por exemplo, no Islã.

Acontece que, no meio da novela suíça, dois pormenores parecem escapar aos
críticos.

Em primeiro lugar, nenhum deles parece questionar por que motivo os suíços
se organizaram para impedir a construção de minaretes mas não, por exemplo,
a construção de mais igrejas ou sinagogas.

Acusações de racismo servem apenas para iludir a verdade mais
desconfortável: o terrorismo moderno, que teve a sua apoteose com os
atentados de Nova York em 2001, não se pratica em nome da Bíblia ou da
Torah. Goste-se ou desgoste-se, ele é praticado em nome de uma particular
interpretação fundamentalista do Corão. Uma interpretação que muitas
mesquitas na Europa, e sobretudo no Reino Unido, promoveram e promovem
clandestinamente, adulterando uma vocação que deveria ser espiritual, e não
marcial.

Mas existe um segundo pormenor que importa relembrar. Disse no início que a
Suíça legou ao mundo relógios e Rousseau. Deixando de parte os relógios,
fiquemos com Rousseau. Sobretudo com a sua particular concepção de
"democracia direta" (e referendária) que constitui uma das vacas sagradas da
esquerda clássica. Se os estados justos são aqueles onde prevalece a
"vontade geral", não se percebe por que motivo a "vontade geral" dos suíços
horroriza assim tanto os seus herdeiros.

Para quem sempre divinizou a soberania popular, criticar os suíços é coisa
de reacionário.

Fonte:
http://www1. folha.uol. com.br/folha/ pensata/joaopere iracoutinho/ ult2707u659299. shtml

sábado, 2 de janeiro de 2010

CARICATURAS: SENDO DEMOCRÁTICOS





Para sermos justos com todas as religiões estamos "caricaturizando" Deus, Alá e Buda ao estilo do cartunista que está sendo ameaçado de morte pelos fanáticos, Kurt Westergaard

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

VISÕES INCÔMODAS!



A ilustração acima tratava-se de um comercial em out-door sobre a venda de colchões no final do ano. Mostra José e Maria numa típica cena de quem acaba de acordar cedinho. Porém, esta representação foi insuportável para os partisans religiosos. A empresa de colchões teve que retirar apressadamente os out-doors das avenidas e ainda amargurou um prejuízo considerável pelo patrulhamento religioso realizado pelos fanáticos!
Crentes em Deus preferem acreditar nas bobagens sobre virgindade divina, arcanjo Gabriel ("abre o olho, José!") e concepção celestial (huuuuummmmmmm...), etc.
Religião dá nisso: perseguição, nenhuma liberdade de expressão, inquisição!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

SOBRE O REAL SIGNIFICADO DA PALAVRA "CRENÇA"!



A Islândia se destacou em uma coisa. Quando nos perguntaram em que acreditávamos, 90% disseram: ‘em nós mesmos’. Eu acho que me encaixo nesse grupo. Se me meto em algum problema, não há deus ou alá que vai me salvar. Eu tenho que me virar sozinha.
(Björk)

UM POUCO DE HUMOR: HERMANOTEU NA TERRA DE GODAH

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

DO OBSERVATÓRIO DA LAICIDADE DO ESTADO - OLE



A LAICIDADE NA ORDEM DO DIA

A laicidade do Estado é um processo complexo, que enfrenta antigas e novas barreiras. Em cada momento da história de um país, certas barreiras são definidas como prioritárias na construção da laicidade.

No Brasil, não foi diferente. A luta pela construção da laicidade começou da forma mais elementar, pela conquista da liberdade religiosa, algo nada trivial em um país cujo Estado manteve uma Igreja oficial durante todo o período do Império e proibia a difusão de religiões concorrentes. Não foi fácil para as sociedades religiosas cristãs não católicas obterem permissão para abrir seus templos e praticar seus cultos, mesmo assim, só em recinto fechado. A mudança só ocorreu ao fim do século XIX, com o regime republicano, que determinou a separação entre Igreja e Estado. A secularização dos cemitérios e o casamento civil foram outras conquistas que só a proclamação da República propiciou, para o que foi condição necessária o fim da existência de religião oficial. Além da separação Estado-Igreja, foi também a República que determinou o fim da presença da religião nos currículos das escolas públicas, situação que, entretanto, foi revertida em 1931.

A luta contra a volta da religião ao currículo do ensino público, no primeiro ano da Era de Vargas, pôs os educadores na linha de frente da luta pela laicidade do Estado. Mas, hoje, são os movimentos de mulheres que se posicionam na vanguarda. A partir das lutas pelos direitos sexuais e reprodutivos, principalmente, os movimentos de mulheres despertam outros temas e outras categorias sociais para a relevância da laicidade do Estado na construção de uma sociedade democrática no Brasil.

Conquistada a liberdade religiosa, a secularização dos cemitérios, o casamento civil e o divórcio, a luta pela laicidade do Estado se depara, hoje, com barreiras religiosas difíceis de derrubar. Algumas dessas barreiras são comuns à secularização da Sociedade (veja Laicidade do Estado e secularização da Sociedade). Clique em um deles para acessar a explicação sobre seu significado atual na luta contra as barreiras que estão no caminho da laicidade do Estado:
(IN: http://www.nepp-dh.ufrj.br/ole/posicionamentos3.html )

Tutela religiosa da moral coletiva
Colonização religiosa da escola pública
Constrangimento religioso à produção e difusão do conhecimento científico
Canalização religiosa do voto popular
Ocupação religiosa dos espaços e dos tempos públicos
Concordata Brasil-Vaticano
"Lei Geral das Religiões"