Robert Pirsig (in: "Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas")

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

GENTE QUE NÃO PRESTA: HAITI CASTIGADO POR DEUS DIZ VÂNDALO EVANGÉLICO


(Fonte da imagem: http://groselhagrafica.blogspot.com/)

O Haiti, arrasado por um terremoto de 7 graus na escala Richter na última terça-feira (12), paga por ter feito um pacto com o diabo há 200 anos. É o que diz Pat Robertson, pastor pentecostal que já foi pré-candidado republicano à Presidência dos Estados Unidos (em 1988) e é muito conhecido entre os norte-americanos por declarações polêmicas em seus programas evangélicos na TV.

Robertson já chegou a dizer que o presidente venezuelano Hugo Chávez deveria ser assassinado, que a doença do ex-primeiro ministro israelense Ariel Sharon era um "castigo divino" e que as feministas ainda iriam queimar os próprios filhos na rua e viver de feitiçaria.

Em todas essas vezes, o pastor foi obviamente condenado pela opinião pública. Agora ele resolveu aparecer novamente de forma vexatória na mídia mundial. Em programa no canal Christian Broadcasting Network, Robertson contou uma história maluca sobre a independência do Haiti, ocorrida em 1791 - depois dos Estados Unidos, o Haiti foi o segundo país das Américas a se declarar independente. Os escravos haitianos, vindos da África e praticantes de vodu, teriam feito um pacto com o demônio para se libertarem da França, segundo o pastor.

"Algo aconteceu há muito tempo no Haiti e as pessoas talvez não queriam falar sobre isso. Eles estavam sob domínio francês, no reinado de Napoleão III, e fizeram um pacto com o diabo. Disseram: 'Vamos servi-lo se nos libertar do Príncipe'. É uma história verdadeira. E o diabo disse: 'Ok, está combinado'. E os franceses foram expulsos. Os haitianos revoltaram-se e conseguiram libertar-se. Mas, desde então, foram amaldiçoados", declarou Robertson. Para ele, com a tragédia, "é hora dos haitianos se curvarem a Deus".

A reação foi imediata. O embaixador do Haiti nos Estados Unidos, Raymond Joseph, disse num programa da rede NBC que Robertson deveria se envergonhar e lembrou que a independência do Haiti encorajou uma série de outros países latino-americanos a fazerem o mesmo, inclusive o Brasil.

Dando uma aula de história ao pastor, Joseph lembrou ainda que os Estados Unidos também se beneficiaram da revolta no Haiti, já que depois desse evento a França cedeu a Louisiana por US$ 15 milhões na época (1803). "Isso equivale a três centavos por acre", disse o embaixador haitiano.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

EM NOME DE JESUS!



Toda vez que um padre ou pastor é acusado de um crime comum, a criatura logo se sai com essa "defesa": "estou sofrendo o mesmo que Cristo sofreu; passando pelas mesmas agruras que ele passou".
O porblema é que grande parte das acusações estão na esfera da bebedeira, estelionato, apropriação indébita (especialmente para pastores neo-pentecostais), promoção de homicídio (Jim Jones e Seita Davidiana) e, o pior: pedofilia!
Se levarmos à sério a tal "desculpa de aleijado", não podemos admitir que Jesus tenha sido bêbado, ladrão, homicida, pedófilo ..., ou podemos?!?
Algum estudioso de religião isento ON LINE por favor!

domingo, 3 de janeiro de 2010

PADRE MARCELO ROSSI APÓIA BEBER ÁLCOOL EM ESTÁDIOS!




Pois é, a terceira "personalidade" apontada em recente pesquisa da FOLHA DE S. PAULO como a 3a. pessoa mais confiável no Brasil, o famoso "padre que pula" (segundo a imprensa lusitana), Marcelo Rossi, é favorável ao uso de bebida alcóolica em estádios de futebol. O que não leva o patrocínio com entidades espúrias! Detestável! Mais detestável ainda essa onda neo-conservadora de padres-cantores e ligados ao meio empresarial neo-cristão que jogam às favas toda civilidade (aliás, como sempre fizeram desde tempos imemoriais!). Vejam a notícia abaixo:


POR PATROCÍNIO, CLUBES [E PADRE MARCELO ROSSI] DEFENDEM CERVEJA NOS ESTÁDIOS DE FUTEBOL
da Folha de S.Paulo

O G4, grupo dos quatro grandes clubes paulistas --Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo--, defendeu ontem a liberação do consumo de bebidas alcoólicas em estádios.

Durante evento em que o G4 formalizou parceria com o Grupo Femsa, braço da Coca-Cola e da cerveja Kaiser no Brasil, o presidente do Corinthians, Andres Sanchez, declarou que "bebidas leves'' deveriam ser vendidas durante as partidas.

"Acho um absurdo o cara ficar do lado de fora do estádio bebendo em uma barraquinha. Ele só faz isso porque sabe que vai ficar duas horas sem beber no estádio", disse o cartola.

"Cerveja e champanhe, que são bebidas leves, deveriam ser liberadas nos jogos. As autoridades têm de pensar que, na nossa casa, quem manda somos nós", emendou. E foi apoiado por executivos da Femsa.

Espécie de "garoto-propaganda" do G4, o padre Marcelo Rossi também defendeu a volta da cerveja aos estádios.

"As bebidas fermentadas são toleradas pela igreja. O problema está nos destilados", declarou Rossi, que pediu a ajuda da imprensa para "promover a volta das famílias ao futebol".

Em São Paulo, uma lei estadual de 1996 impede a venda de bebidas nos estádios do Estado. Em abril do ano passado, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, assinou um documento proibindo bebidas alcoólicas nas arenas de todo o país.

A Polícia Militar de São Paulo mostrou-se contrária à posição do G4. O tenente-coronel Almir Ribeiro, responsável pela segurança nos estádios paulistas, disse que a proibição da venda de bebidas em estádios reduziu os casos de violência.

Paulo Castilho, promotor do Ministério Público de São Paulo que atua no combate à violência entre torcidas, mostrou-se extremamente irritado com a posição do G4 e com o apoio do padre Marcelo Rossi.

"Desde quando um padre agora entende de violência em estádio", criticou Castilho. "Ele não sabe que o cara bebe cerveja no estádio e depois briga, volta dirigindo alcoolizado para casa e bate na mulher, nos filhos? Ele não sabe?"

Castilho também sustenta que os índices de violência caíram depois da proibição.
(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u664320.shtml )