Robert Pirsig (in: "Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas")

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quinta-feira, 8 de abril de 2010

DISQUE-DENÚNCIA DA ALEMANHA CONTRA PADRES PEDÓFILOS



BERLIM (Reuters) - Um disque-denúncia na Alemanha para vítimas de abuso sexual por clérigos foi inundado de ligações uma semana depois de a Igreja Católica lançar um serviço de atendimento para tentar reconquistar a confiança dos fiéis.

Cerca de 13.293 pessoas tentaram ligar para o serviço ao longo da primeira semana, mas apenas 2.670 conseguiram entrar em contato com os 11 conselheiros que estavam em serviço, informaram representantes da igreja.

"Não esperávamos tantas ligações", disse Stephan Kronenburg, porta-voz da diocese de Trier onde o centro de controle do atendimento está localizado. "Tem sido bem recebido. Muitos que ligaram disseram estar gratos por isso."

No primeiro dia, o disque-denúncia recebeu 4.459 ligações mas os atendentes, que trabalham em turnos de quatro horas, só conseguiram atender 162 telefonemas, e o serviço teve de interromper suas atividades temporariamente. Além dos 11 conselheiros atendendo as ligações, sete estavam disponíveis para responder às perguntas online.

Das 2.670 ligações feitas na primeira semana, foram realizadas 394 consultas telefônicas sobre assuntos de abuso que duraram desde alguns minutos até uma hora, e 91 atendimentos online.

Kronenburg disse que a maioria das pessoas que ligaram eram vítimas de abuso ou parentes das vítimas.

Andreas Zimmer, diretor dos serviços de atendimento, disse que muitas das pessoas estavam rompendo com um silêncio mantido há muito tempo.

"Essa é a primeira vez que eles quiseram falar sobre o abuso, porque as memórias e as experiências de violência são muitas vezes deslocadas", disse Zimmer a uma rádio local.

Na equipe de atendimento estão psicólogos e assistentes sociais treinados na área de abuso e trauma, e oferecem conselhos às vítimas e as encaminham para receberem assistência local.

O serviço não foi criado para investigar crimes de abuso sexual mas os atendentes podem indicar as vítimas para as autoridades se eles quiserem entrar com uma reclamação oficial.

A iniciativa é parte do esforço da Igreja para trazer à tona a questão de abuso e reconquistar a confiança depois do grande número de alegações de abusos físico e sexual cometidos por padres na Alemanha, muitos dos quais aconteceram em internatos católicos desde décadas atrás.

quinta-feira, 25 de março de 2010

VATICANO PODERÁ ABRIR "ARQUIVOS SECRETOS"!



Escândalos podem forçar papa a abrir arquivos secretos, diz vaticanista

Um especialista em Vaticano disse à BBC Brasil que, com a série de denúncias de abusos sexuais contra menores cometidos por religiosos católicos, o papa Bento 16 poderá ser obrigado a divulgar arquivos secretos do Vaticano.

Segundo Marco Politi, o Vaticano terá que escolher entre seguir na linha de transparência ou voltar atrás.

"O papa está numa encruzilhada e terá que abrir os arquivos secretos da Congregação para a Doutrina da Fé se quiser ser coerente com a transparência que defende", disse ele em entrevista à BBC Brasil.

Na avaliação do vaticanista, Bento 16 foi muito rigoroso e corajoso na carta aos irlandeses, publicada no sábado passado, ao exigir total transparência e afirmar que os padres responsáveis por abusos sexuais contra menores devem ser punidos.

"O papa disse que deve haver punição e que as vítimas não foram ouvidas. Deve então ser coerente com esta linha e abrir os arquivos do Santo Ofício. Tendo feito uma carta tão rigorosa e transparente, ou volta atrás sobre a transparência ou deve ir até o fim", afirma o vaticanista.

O tribunal do Santo Ofício, ou Inquisição, era o antigo nome da atual Congregação para a Doutrina da Fé, órgão da cúria romana responsável pela ortodoxia da Igreja Católica e pelas questões disciplinares. Joseph Ratzinger foi prefeito da congregação de 1981 até 2005, ano em que foi eleito papa Bento16 Na avaliação do vaticanista, após terem surgido denúncias em diversos países, o escândalo da pedofilia agora entrou no Vaticano.

"O furacão da pedofilia, depois dos Estados Unidos e da Europa, chegou na Alemanha, pátria do papa, depois na diocese do papa, agora dentro do Vaticano, na Congregação da Doutrina da Fé, onde Joseph Ratzinger foi prefeito, apontando para a sua responsabilidade direta", disse Marco Politi.

3 mil casos A denúncia de novos casos de pedofilia envolvendo um padre americano, divulgada pelo jornal The New York Times nesta quinta-feira, tornaram o quadro ainda mais grave.

Segundo o analista, após o caso denunciado pelo jornal, o importante não é mais saber o que foi feito nas dioceses dos Estados Unidos, da Alemanha, Irlanda ou Holanda, mas sim o que houve com os 3 mil casos de abusos assinalados ao Vaticano.

"Monsenhor Charles J. Scicluna, (promotor de justiça da Congregação para a Doutrina da Fé) afirmou dias atrás que houve 3 mil denúncias de abusos contra menores nos últimos dez anos. O que aconteceu com estas denúncias? Quantas foram julgadas? Quantos religiosos foram considerados culpados e quantos foram punidos? É preciso dar explicações e não admitir mais que os casos sejam ocultados", disse Politi.

O vaticanista considerou "fraca" a primeira reação do Vaticano, que definiu como "trágico" o caso denunciado pelo jornal americano.

Segundo o The New York Times, o Vaticano havia sido informado a respeito dos abusos cometidos pelo padre Lawrence Murphy, que molestou cerca de 200 crianças de uma escola para surdos no Estado do Wisconsin, ao longo de 24 anos, mas não tomou nenhuma providência.

O jornal afirma ter tido acesso aos documentos que as vítimas apresentaram à Justiça, entre eles a correspondência entre os bispos dos Estados Unidos e as autoridades do Vaticano, entre elas o cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e seu vice, cardeal Tarcisio Bertone, atual secretário de Estado vaticano.

"O trágico caso do padre Lawrence Murphy, da arquidiocese de Milwaukee envolveu vítimas particularmente vulneráveis que sofreram terrivelmente com o que ele fez. Cometendo abusos sexuais contra crianças surdas, violou a lei e sobretudo a confiança que suas vítimas tinham nele", diz uma nota do Vaticano, assinada pelo porta-voz Federico Lombardi, divulgada nesta quinta-feira.

Padre Lombardi afirma que algumas das vítimas de padre Murphy denunciaram os abusos para o tribunal civil nos anos 70, mas as investigações não prosseguiram e o Vaticano teve conhecimento dos casos apenas 20 anos depois.

Direito canônico Segundo o porta-voz do Vaticano o sacerdote acusado não foi punido e expulso da Igreja porque o direito canônico não prevê "punições automáticas" mas recomenda que seja feito um processo que pode levar até à expulsão do religioso.

"Considerando que padre Murphy era idoso, muito doente e vivia em isolamento, sem outras denúncias de abusos por mais de 20 anos, a Congregação para a Doutrina da Fé sugeriu ao arcebispo de Milwaukee que limitasse as atividades dele, exigindo que assumisse a responsabilidade da gravidade de seus atos", diz a nota do porta-voz do papa.

Padre Federico Lombardi informou que a Igreja Católica nunca proibiu que os casos de abusos contra menores fossem denunciados à Justiça Civil.

Na edição desta quinta-feira, o L'Osservatore Romano (jornal oficial da Santa Sé) diz que a denúncia feita pelo The New York Times, tem o "ignóbil objetivo de atingir o papa e seus colaboradores de qualquer jeito".

"A tendência que prevalece na mídia é de não dar atenção aos fatos e forçar as interpretações para difundir uma imagem da Igreja Católica como se fosse a única responsável por abusos sexuais", diz o jornal, que rebate cada acusaçao feita no artigo do The New York Times

domingo, 14 de março de 2010

PEDOFILIA: 3.000 ACUSAÇÕES APRESENTADAS AO VATICANO NA DÉCADA



CIDADE DO VATICANO (AFP) - Um total de 3.000 acusações de pedofilia contra padres foram examinadas pela justiça do Vaticano de 2001 a 2010, por fatos cometidos nos últimos 50 anos.

"De 2001 a 2010 recebemos aproximadamente 3.000 acusações envolvendo padres diocesanos ou religiosos por crimes cometidos nos últimos 50 anos", declarou o monsenhor Charles J. Scicluna, do Ministério Público do tribunal da Congregação da Fé, em uma entrevista concedida ao Avvenire, o jornal da Conferência Episcopal Italiana.

"Em mais ou menos 60% dos casos são atos de 'efebofilia', ou seja, atração física por adolescentes do mesmo sexo. Em 30% relações heterossexuais e os 10% restantes de verdadeira pedofilia, ou seja, de atração sexual por jovens impúberes", afirmou o religioso, para estabelecer uma diferença entre os casos.

Para ele, "em nove anos os casos de padres acusados de pedofilia são por volta de 300".

"Muito, com certeza, mas é preciso constatar que o fenômeno não é tão extenso como se quer fazer acreditar", completou, antes de destacar que existem "400.000 padres diocesanos e religiosos no mundo".

(Fontes: http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/vaticano_religi__o_pedofilia
e
http://dialogospoliticos.files.wordpress.com/2008/12/dia_da_pedofilia_2.jpg )

sábado, 23 de janeiro de 2010

""E AÍ... VAI MANDAR SEU FILHO(A) PARA A CATEQUESE HOJE?!?"



PAPA CONVOCA EPISCOPADO IRLANDÊS PARA DEBATER ABUSO SEXUALda France Presse, na Cidade do Vaticano
(in: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u682091.shtml )

O papa Bento 16 convocou o episcopado irlandês a comparecer ao Vaticano nos próximos dias 15 e 16 de fevereiro para falar sobre as acusações de esconder vários abusos sexuais cometidos por parte de padres católicos. A hierarquia da Igreja católica irlandesa se reunirá com o papa "em função dos problemas da Igreja desse país", disse o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.

Monsenhor Martin reconheceu que a Igreja havia cometido uma grande falta em relação aos seus membros mais vulneráveis. A preocupação "errônea" de querer a todo o preço proteger a Igreja "terminou em decisões que não foram tomadas e que resultaram em um grande número de crianças vítimas de abusos", lamentou.

Segundo relatório de uma investigação oficial publicado em novembro passado, a Igreja Católica da Irlanda encobriu os abusos sexuais cometidos por padres da região de Dublin envolvendo centenas de crianças durante várias décadas.

O documento, de mais de 700 páginas, fala sobre a atitude da hierarquia católica no arcebispado de Dublin entre os anos 1975 a 2004. Acusa, principalmente, quatro arcebispos por não terem denunciado à polícia que sabiam dos abusos sexuais, cometidos a partir dos anos 60.

Em 11 de dezembro passado, o papa Bento 16 se reuniu com as maiores autoridades da Igreja Católica irlandesa para avaliar o caso e condenou tais "crimes abomináveis" e prometeu tomar medidas pertinentes.