Robert Pirsig (in: "Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas")

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: POR QUE TODO F.D.P. QUANDO ENTRA OU SAI DA CADEIA REZA?!?



Arruda recebe apoiadores em casa e faz oração coletiva após deixar prisão

Após deixar a Superintendência da Policia Federal, o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (sem partido) seguiu para sua casa, localizada no setor de mansões Park Way, área nobre de Brasília. Ele estava preso desde o dia 11 de fevereiro e foi solto após decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Ele abriu as portas de sua casa para cerca de 30 pessoas --entre manifestantes e correligionários- que o esperavam na porta. Dentro de casa, Arruda deu as mãos aos apoiadores e fez com eles uma oração.

Um dos apoiadores, que não quis se identificar, disse que o objetivo da oração era agradecer a Deus pela liberdade de Arruda.

Arruda foi preso pela tentativa de suborno do jornalista Edson Sombra, testemunha do processo que investiga o esquema de corrupção no Distrito Federal.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u719748.shtml

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

LULA CEDE À IGREJA, AO RETROCESSO, AO OBSCURANTISMO!



Lula colapsou diante da máfia da Igreja Católica.
Aquela mesma Igreja que acendeu as fogueiras da Inquisição (quase um milhão de assassinatos na Idade Média e Renascimento), que apoiou o genocídio de negros e índios, que deu apoio ao Nazi-Fascismo (Hitler, Mussolini, Franco, Pinochet), que patrocina a pedofilia e os padres que trepam com homens e mulheres (e a Igreja fecha os olhos defendendo este celibato cretino!), etc.
A Igreja precisa de miseráveis para suas "missões santas". Precisa de meninos de rua, de pedintes, de mulheres desgraçadas por gravidezes indesejadas. A Igreja precisa do sofrimento alheio. Sem ela não há legitimização deste Cristo mágico e do Deus invisível que a cristandade inventou.
Abaixo, reproduzimos notícia que saiu na imprensa, ansiosa por detonar o Plano Nacional de Direitos Humanos.
Sentimo-nos envergonhados em ver uma imprensa que apóia religiosos e militares no retrocesso da História. Lutamos tanto contra o regime militar para ster este quadro desalentador dos órfãos dos porões!
Vergonhoso ... !

MATÉRIA RETIRADA DE:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u677857.shtml

APÓS REAÇÃO DA IGREJA CATÓLICA, LULA RECUA SOBRE DEFESA DO ABORTO

Depois da reação da Igreja Católica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou rever o trecho pró-aborto no decreto do 3° Plano Nacional de Direitos Humanos, alegando que ele não traduz a posição do governo, informa reportagem da colunista Eliane Cantanhêde, publicada nesta terça-feira (12) pela Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Pela nova redação, o texto deverá fazer uma defesa genérica do aborto, no contexto de saúde pública --para salvar a vida da mãe, por exemplo. Também haverá alterações na parte que trata da violação de direitos humanos na ditadura.

Como foi publicado pelo "Diário Oficial da União", no dia 22 de dezembro, o plano estabelece "apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos".

Na nova redação, será suprimida a parte que fala da autonomia, pois caracteriza apoio à decisão íntima de interromper a gestação, mas não é a posição do governo e de Lula.

Na última sexta-feira (8), d. José Simão, bispo de Assis (SP) e responsável pelo Comitê de Defesa da Vida do Regional Sul-1 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), que congrega as dioceses do Estado de São Paulo, disse que a igreja vê as iniciativas do plano como uma "atitude arbitrária e antidemocrática do governo Lula".

Polêmica

A polêmica sobre o Programa de Direitos Humanos teve início no final do ano passado, quando os comandantes do Exército, general Enzo Martins Peri, e da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, ameaçaram pedir demissão caso Lula não revogue o trecho do programa que cria a Comissão da Verdade para apurar torturas e desaparecimentos durante o regime militar (1964-1985).

Vannuchi, por outro lado, também ameaça entregar o cargo se Lula recuar no teor do programa. Em entrevista à Folha, o ministro disse que é "um fusível removível" no governo e pedirá demissão caso o texto seja alterado para permitir a investigação de militantes da esquerda armada durante a ditadura militar --como exigem Jobim e as Forças Armadas.

Ele condena a tentativa de colocarem no mesmo nível torturadores e torturados. Uns agiram ilegalmente, com respaldo do Estado, os outros já foram julgados, presos, desaparecidos e mortos, comparou o secretário, citando o próprio presidente Lula, que foi julgado e condenado a três anos (pena depois revista) por liderar greves no ABC paulista.

O plano também foi criticado pelo ministro Reinhold Stephanes (Agricultura), pela CNA (Confederação Nacional da Agricultura) e pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Os militares classificaram o documento como "excessivamente insultuoso, agressivo e revanchista" às Forças Armadas, enquanto Vannuchi defende investigações de torturas cometidas por militares.

Lula está no meio do fogo cruzado entre a área militar e Vannuchi para decidir o que fazer em relação ao programa.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

GIRO PELOS BLOGS: "Agredindo e louvando o Senhor"



Do Blog www.contracorrenteza.blogspot.com (de MVS Motta):

Agredindo e louvando o Senhor
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Hoje li uma tuitada da @giovanaduarte contando que um vizinho seu, membro de uma dessas seitas evangélicas radicalizadas, foi flagrado pelas câmeras de segurança do seu condomínio retirando e destruindo decorações de Natal.

Quando apanhado com a boca na botija, justificou-se dizendo que "sua igreja não permite que se comemore" a data religiosa em questão.

Ato isolado como muitos gostam de dizer? Não. Pode não ser prática da maioria dos membros destas igrejas evangélicas pentecostais, mas é uma prática que se concentra neles. Digamos que nem todo evangélico chute santas, mas todos que chutam santas geralmente são evangélicos.

Primeiro de tudo quero dizer que considero, parafraseando o ex-deputado e jornalista já falecido Márcio Moreira Alves, que tudo que só existe no Brasil e não é jaboticaba, normalmente é besteira.

Sendo assim, aberrações como "Renascer", "Deus é Amor", "Universal", aquela outra do "missionário" R.R. Soares (que até ainda agora eu achava que era J.J.) e mais tantas outras igrejas que crescem em regiões favelizadas das metrópoles ou em grotões do interior são, para mim, só e somente expoentes do nosso subdesenvolvimento e do desamparo que parte da sociedade sente, precisando recorrer a este tipo de charlatanismo para "ter fé".

Não dá pra levar a sério seitas que promovem espetáculos ridículos como este, este e este.

Mas não deixa de ser reveladora e perturbadora esta história que a Giovana, ela mesma protestante e batista conforme me disse, contou.

Isso mostra o grau de intolerância que pregam estas igrejas, numa tentativa de "mobilizar" e "eletrizar" seus fiéis, seja com objetivos pecuniários, seja por pura e simples manipulação espiritual.

É comum lermos noticiários contando agressões por parte de evangélicos neo-petencostais contra umbandistas, católicos, espíritas, homosexuais e outros grupos que eles consideram "desviados".

Lembro uma vez na entrada do Sambódromo, em pleno Carnaval, de um grupo de evangélicos tentando "convencer na boa" alguns foliões a "saírem daquele caminho" e insultando com gritos de "endemoniado!" e "satanás!" os que não queriam perder tempo ouvindo aquela cantilena deles.

Esse tipo de gente dá razão aos ateus e pseudo-ateus, quando estes dizem que "religião emburrece" ou que "toda religião acaba causando conflitos". Assim como as antigas posturas da Igreja Católica na idade média, estes evangélicos de hoje pensam que devem impor a Bíblia na base da força.

Aí abordam as pessoas em pontos de ônibus, calçadas, vão bater de porta em porta, não respeitam sua opinião e sua crença, ofendem as demais religiões, consideram-se portadores de uma "verdade única e incontestável".

Chega ser impossível estabelecer qualquer grau de conversa com alguns deles, porque parece que você é alguém que "deve ser convertido" até que prove o contrário e vá para o inferno.

Não cedo ao politicamente correto, mas também não quero generalizar. Existem igrejas protestantes tradicionais como a Batista e a Presbiteriana que tem um grau de tolerância mil vezes maior do que essas igrejinhas de laje, ainda que também falem muito mal de católicos em certas ocasiões.

O ponto disso tudo é que, seja qual for a religião (até mesmo aquela fábrica de psicopatas, assassinos e terroristas que é o Islã), todas pregam a paz, o respeito ao próximo e a harmonização da vida de quem a pratica.

É uma contradição imperdoável, quase um "pecado mortal" para utilizar linguagem religiosa, que você pregue isso no templo, traga isso consigo nas suas leituras e preces e falhe justamente na hora que mais importa, que é a hora de pôr em prática aqueles ensinamentos.

Boas palavras só valem se acompanhadas de atos concretos, creia você em Deus ou não