
Historicamente falando, a própria existência de Cristo é discutível porque não existem relatos contemporâneos sobre a existência de um lider político ou religioso na Galiléia com esse nome. Todos os textos que mencionam Jesus são posteriores - inclusive os próprios evangelhos sinódicos e o de João. Naquela época, um historiador judeu romanizado chamado Flavius Josephus relata diversos eventos do período, inclusive sobre Pilatus e outros nomes, mas não escreve uma linha sequer sobre Jesus Cristo.
Josephus é tido no meio acadêmico como um grande historiador de sua época, especialmente por seu livro intitulado A GUERRA DOS JUDEUS. Neste, ele relata todos os conflitos, maiores ou menores, que envolveram judeus, romanos e outros povos. O livro foi escrito em 70 d.C., supostamente, 37 anos após a morte do Jesus "histórico". No entanto, nada há sobre Jesus neste imenso livro.
Seriam necessários ainda mais de dois séculos para que um imperador romano, através de um Concílio, o de Nicéia, oficializasse o cristianismo como religião de Estado. Reunindo relatos orais de séculos, deturpados na poeira dos tempos, selecionou quatro evangelhos e criou as bases da sociedade cristã que hoje nos aprisiona, como o islamismo e judaísmo, na crença de absurdos que seriam melhor reunidos se fossem contos de fadas, faunos ou Star Wars.
P.S. para os extremistas religiosos de plantão, apesar de ser judeu, Josephus bandeou-se para o lado romano, sendo considerado um traidor judeu. Isso dá mais credibilidade ao seu relato histórico, contido no excelente A GUERRA DOS JUDEUS, uma vez que seria do interesse do poder romano uma descrição completa e histórica dos conflitos que abalaram aquela região do planeta.