Robert Pirsig (in: "Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas")

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domingo, 10 de janeiro de 2010

NEANDERTAIS JÁ PRODUZIAM JÓIAS!



Mais provas de que a inteligência primata moldou nossa evolução e co-habitou (e co-habita!) com ela.
(em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u676882.shtml )

Neandertais criaram joias sem ajuda de humanos

Joias e cosméticos podem parecer fúteis para algumas pessoas, mas uma descoberta anunciada ontem --a de que neandertais já eram capazes de produzir esses adereços 50 mil anos atrás-- significa que hominídeos pré-históricos já tinham pensamento simbólico.

Achados na Espanha, os artefatos indicam, que mesmo não sendo ainda "anatomicamente moderno", o tão desprezado neandertal já era, inequivocamente, dotado de "modernidade comportamental", segundo os autores do estudo, liderado pelo arqueólogo português João Zilhão, da Universidade de Bristol, Reino Unido.

As "joias" eram basicamente conchas marinhas furadas para uso em colares. Algumas delas tinham também pigmentos coloridos, principalmente amarelo e vermelho, que poderiam ser usados como cosméticos.

Não são os primeiros adereços que são vinculados a neandertais; mas as descobertas anteriores eram controversas por vários motivos. Há quem argumenta que a vinculação em determinados sítios seria resultado de mistura de material de camadas diferentes do solo.

O argumento mais ofensivo aos neandertais era que eles teriam "copiado" as joias dos seres humanos anatomicamente modernos que saíram da África, durante um período de convivência que se deu na Europa de 40 mil a 30 mil anos atrás.

Mas os novos achados, artefatos de até 50 mil anos, derrubam essa hipótese. O estudo, assinado por Zilhão e outros 17 cientistas, está publicado na revista científica "PNAS".

Os dois sítios arqueológicos onde foi feita a descoberta ficam em Cueva de los Aviones e Cueva Antón, na Murcia. Em Aviones, uma caverna que na época da ocupação humana distava até 1,7 km do mar, foram achadas conchas de moluscos perfuradas ao lado de restos de corantes amarelo e vermelho.

Já em Antón, um abrigo de pedra a 60 km da costa, foi achada uma concha perfurada pintada em seu lado externo de branco com cor de laranja.

Zilhão conclui que as descobertas são evidência contra a ideia de que os genes dos hominídeos determinavam seu comportamento: o que importava eram as interações sociais.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

PRIMEIROS PASSOS NA TERRA PRÉ-HISTÓRICA



Encontrada na Polonia, por uma equipe internacional de arqueólogos, uma pegada fossilizada daquele que se acredita ser o primeiro ser vivo que deixou as águas e pisou em terra firme: há 400 milhões de anos atrás. E não se trata de Adão ou de qualquer outro ser bípede, mamífero e mágico! Estamos falando de Ciência e não de fantasias de seres imaginários, invisíveis, infalíveis e malvados!
Quem quiser dar uma espiadinha na bela matéria da BBC, podem acessar:

http://video.msn.com/?mkt=pt-br&vid=0e032ce1-72c7-43b7-860c-3c0192665be1&playlist=videoByTag:mk:pt-br:sf:ActiveStartDate:sd:-1:ns:VC_Supplier:tag:PTBR_BBCBrasil:vs:0&from=PTBR_BBCBrasil&tab=m1192538568249

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

EVOLUÇÃO E ESPERANÇAS DA CIÊNCIA E DAS DÚVIDAS



Esta matéria é recomendada para as mulheres especialmente as que se libertaram do jugo religioso que as exploram e as humilham como uma criação da costela de Adão (ou as queimam como bruxas, hereges, pecaminosas, etc.)
A matéria é especialmente recomendada como prova da evolução humana e da atualidade de Darwin e de seus argumentos favoráveis à evolução e origem das espécies.
A fonte da matéria é: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u668538.shtml


HOMINÍDEO "ARDI" FOI A DESCOBERTA MAIS IMPORTANTE DE 2009, DIZ REVISTA

da France Presse, em Washington

"Ardi", o esqueleto de hominídeo fêmea mais antigo já encontrado até hoje, com 4,4 milhões de anos, foi a descoberta científica mais importante de 2009, segundo definição dada pela revista "Science" na quinta-feira (17).

O fóssil lidera a lista dos dez maiores avanços científicos do ano, que também inclui a descoberta de água na Lua e o uso de folhas de átomos de carbono ultrafinas em aparelhos eletrônicos experimentais.

"Ardi", um Ardipithecus ramidus, foi objeto de 15 anos de estudo minucioso por antropólogos. O esqueleto, encontrado na Etiópia, deu início a uma nova etapa na pesquisa da evolução do homem, segundo os cientistas.

Sendo 1,2 milhão de anos mais velho que "Lucy", até então o fóssil de hominídeo mais antigo já encontrado, Ardi está ajudando a derrubar mitos populares sobre a relação direta entre o ser humano e os símios modernos.

A análise do crânio, dos dentes, da pélvis, das mãos, dos pés e de outros ossos de "Ardi" mostraram que os símios africanos evoluíram consideravelmente desde o momento em que compartilharam um ancestral comum com os humanos.

"[Ardi] muda a maneira de pensarmos sobre a evolução humana mais antiga", indicou Bruce Alberts, editor da "Science".

Rol científico

Entre as outras descobertas destacadas pela revista estão os pulsares, vistos pela primeira vez pelo telescópio Fermi, da Nasa. Um deles foi localizado a 4.600 anos-luz da Terra.

As observações ajudaram a explicar como funciona um pulsar --o centro de uma estrela de nêutrons, caracterizado pela emissão, a intervalos regulares e curtos, de radiação muito intensa--, e como ele contribui para a radiação eletromagnética no Universo.

A astrofísica foi fonte de outras dois dos dez maiores avanços científicos do ano segundo a "Science" --que inclui a descoberta de água gelada na Lua pela Nasa.

Em outubro, a agência espacial americana enviou duas sondas para que se chocassem contra a superfície lunar, em uma experiência dramática em busca de água. Uma delas caiu na cratera Cabeus, perto do polo sul lunar, a 9.000 quilômetros por hora; a outra teve o mesmo destino quatro minutos depois, esta equipada com câmeras e sensores para registrar o impacto e o que resultaria dele.

A Nasa foi especialmente elogiada pela revista científica pelos reparos realizados por astronautas no telescópio espacial Hubble, que desde seu lançamento, em 1990, registra imagens sem precedentes do Universo.

Entre os "temas quentes" a serem acompanhados em 2010, a "Science" menciona o metabolismo das células cancerosas, o sequenciamento do exoma --genes que representam 1% do patrimônio genético, mas que controlam as funções vitais do organismo-- e o futuro dos voos tripulados ao espaço.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

DE CIÊNCIA E FÉ



“Não conheço as opiniões hidrostáticas do papa, mas não importa o que ele pense ou decrete acerca da fervura da água, o fato é e será que, em condições normais de temperatura e pressão, ela ferve a 100ºC. De modo análogo, independentemente do discurso religioso, as bases gerais da teoria evolutiva mais ou menos como postulada por Charles Darwin no século 19 estão cabalmente comprovadas. Falácias criacionistas não vão mudar isso.”
Hélio Schwartsman